Pesquisa coloca o Brasil e América do Sul como futuro das energias renováveis

Uma pesquisa realizada com mais de dois mil executivos de diferentes países do G20 sobre energias renováveis assinalou a América do Sul como local que deverá liderar o crescimento global de investimentos nessas fontes nos próximos cinco anos.

Uma pesquisa realizada com mais de dois mil executivos de diferentes países do G20 sobre energias renováveis assinalou a América do Sul como local que deverá liderar o crescimento global de investimentos nessas fontes nos próximos cinco anos. O estudo intitulado Powering Change: Energy in Transition foi divulgado, nesta semana, pelo escritório multinacional de advocacia Ashurst, do Reino Unido. “O relatório é muito positivo em relação às medidas que estamos tomando de expansão do segmento de energias renováveis no país, sobretudo em Santa Catarina. Apesar do atual momento de crise em função da pandemia do novo coronavírus, estamos trabalhando para que, com a retomada do movimento econômico, o segmento de energia também se recupere”, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), Gerson Berti.

De acordo com o documento, a década atual é vista como o ponto de inflexão da curva para investidores, empresas e sistema financeiro no sentido de implantar mais ações rumo à transição energética para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A pesquisa revela, ainda, que a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês) prevê que US$ 110 trilhões devem ser investidos no sistema de energia em todo o mundo nos próximos 30 anos, para cumprir as metas de energia renovável.

 “O setor de energia trabalha com planejamento a médio e longo prazos, o que se está construindo hoje decorrem de decisões de anos atrás”, explica Berti.  Ele observa que, segundo o documento, todas as modalidades de geração renovável deverão atrair investimentos, inclusive com as mais novas como a eólica offshore e biomassa. “Ainda temos muito trabalho pela frente. A pesquisa mostrou que, na Argentina, 81% dos participantes que responderam que teriam interesse em expansões futuras na eólica offshore enquanto, no Brasil, este índice é de 70%”, analisa.

Cerca de 20% dos pesquisados disse que espera investir em energia renovável, transição energética e em tecnologias de descarbonização até 2025. Dos investidores que responderam já terem negócios desta natureza, 66% estão no Brasil em energia eólica, solar ou em ambos; 64% na Argentina, especialmente com projetos eólicos; e 64% no México, para energia solar. No geral, 84% dos entrevistados desses três países disseram que investir na transição energética é essencial para seu crescimento estratégico. Quando questionados sobre a importância de projetos renováveis como parte da transição energética, 44% dos entrevistados no México e 42% no Brasil afirmaram ser um caminho essencial para alcançar esse patamar de mudança. Com esses índices, aponta a pesquisa, esses dois estão entre os cinco principais países do mundo.

O escritório Ashurst reconhece que a pesquisa foi realizada antes da expansão da Covid-19 em todo o mundo. “No entanto, acreditamos que os fundamentos do mercado e as perspectivas para a transição para energia limpa permanecerão praticamente inalteradas no longo prazo”, destacaram na publicação. Com sede em Londres e presente em mais de 15 países, o Ashurst foi fundado em 1822 e conta com mais de 2800 advogados e colaboradores. A pesquisa completa está disponível no site:  www.ashurst.com/en/news-and-insights/hubs/energy-transition/

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