Frente Parlamentar do Gás Natural é criada com apoio de entidades do setor de energia

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Associações como a APESC, defendem a formação de um grupo dedicado a discutir e centralizar decisões de interesse estaduais e nacionais

Criada com o objetivo de acompanhar debates e alinhar discursos do setor energético com outras Assembleias Legislativas e com o Congresso Nacional, a Frente Parlamentar do Gás Natural foi oficialmente assinada na última semana. Sob a coordenação do deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB), a Frente deve atuar como uma força para que o Estado explore mais o potencial de consumo energético.

A criação do grupo foi vista com bons olhos por entidades do setor, como a Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina – APESC. Para o presidente, Gerson Berti, o gás natural tem grande potencial de crescimento, tanto em Santa Catarina, quanto no resto do Brasil, mas precisa ainda ter um olhar cuidadoso. “Quanto mais o setor se unir, mais resultados positivos serão alcançados. As regras no setor de gás no Brasil estão mudando e precisamos aproveitar esse momento para mobilizar o setor e agir”, avalia.

Para o coordenador da Frente, deputado Vampiro, é fundamental que o poder Legislativo esteja presente neste período de mudança profunda em que o Governo Federal cria o novo mercado do gás e projeta a queda do monopólio da Petrobrás na distribuição do produto, e por isso, a instalação da Frente dá força política para as discussões sobre o assunto. “Não é tecnicamente que nós vamos dar a solução, mas sim ser o elo, e fazer com o que os atores comecem a conversar e tenham alternativas”, afirmou o deputado.

O processo de abertura comercial do gás natural, que está previsto para 2020, será acompanhado pelos parlamentares. Em Santa Catarina, o contrato entre a Petrobrás e a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) finaliza no próximo ano, e a empresa catarinense está com um processo de chamada pública em curso para definir novos supridores até o final deste ano. Os novos contratos vão representar, na prática, o fim do monopólio no setor. 

O presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl, comemorou a criação da Frente. “Estamos em um momento em que as regras do gás natural no Brasil estão mudando, um momento de abertura de mercado, e que teremos competição no setor de gás. É importante a gente ter segurança regulatória, segurança jurídica, e que as regras do jogo estejam bem colocadas”, declarou. 

Fonte: Assessoria de imprensa APESC

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