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Relatório da privatização da Eletrobras deverá ser apresentado ao colégio de líderes no início de maio

Segundo informações do Congresso Nacional, a matéria que define o modelo de privatização da Eletrobras está pronta e deverá ser apresentada na reunião do colégio de líderes na próxima quarta-feira (5). A expectativa é que o relatório, do deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), chegue no Senado até o final de junho.

 

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reforçou na semana passada que a Medida Provisória (MP) 1.031/21 vai permitir que a empresa volte a investir e interrompa um hiato de seis anos nos leilões de energia.

 

Pelas estimativas do Governo Federal, a privatização da Eletrobras renderia R$ 25 bilhões ao Tesouro e valor da mesma ordem a ser aportado pela elétrica na chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo que garante diversos subsídios embutidos nos custos da energia.

 

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina (APESC), Gerson Berti, a empresa é fundamental para o setor elétrico nacional. “A Eletrobras é responsável por 30% da geração e 45% da transmissão de energia no país. A companhia sempre teve um papel importante para a geração elétrica no Brasil, assim como a Eletrosul teve para Santa Catarina. O que esperamos é que voltem a ser protagonistas no desenvolvimento do setor elétrico, como foram no passado", destaca. 

 

Berti espera, adicionalmente, que no texto da medida provisória 1.031 seja acatada uma sugestão do setor para as Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). "Afinal, existe uma demanda justa do setor para que as CGHs sejam contempladas com uma solução para os débitos pendentes do GSF, que não deram causa, assim como foram beneficiadas as PCHs e UHEs, com a aprovação da lei 14.052/2021”, conclui.
 

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