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EUA quer ter energia elétrica inteiramente limpa em 15 anos

O anúncio do presidente americano Joe Biden, de cortar em 60% os custos da energia solar na próxima década, complementa o plano de descabonizar o setor de energia nos Estados Unidos até 2035. Para isso, o Departamento de Energia do EUA (DOE), deve investir US$ 128 milhões em tecnologias, incluindo células solares de perovskita, que são consideradas uma alternativa barata e promissora às células de silício que dominam o mercado. Os fundos também apoiarão pesquisas sobre telureto de cádmio e tecnologias solares de concentração.

 

A energia limpa se tornou um pilar fundamental da agenda de mudanças climáticas do presidente Biden. Afinal, os EUA têm as maiores emissões de CO2 per capita do mundo, 16,6 toneladas por pessoa, muito a frente da média global, segundo dados do Global Carbon Atlas. De acordo com Flavio Wacholski, diretor de Geração Solar Fotovoltaica da Associação de Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), o Brasil tem condições de se tornar totalmente sustentáveis antes que os americanos.   

 

“Infelizmente os investimentos em financiamentos e pesquisas deixam nosso país para trás no ranking de geração de energia solar mundial. Mesmo tendo plenas condições de estar no top 10, o Brasil ocupa a 16ª posição de capacidade instalada de energia solar no mundo. Estando refém de equipamentos e tecnologias chinesas. Isso que avançamos muito, nosso país é um dos únicos produtores solares de relevância da América Latina”, explica Wacholski.

 

Na última década, os Estados Unidos reduziram mais de 80% o custo de geração de energia solar. Com isso, o país se tornou mais competitivo, com usinas movidas a combustíveis fósseis como carvão e gás natural. A energia solar agora responde pela maior parcela da nova capacidade de geração anual nos Estados Unidos, de acordo com dados do Governo americano.

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