COP 26 propõe acelerar a transição energética para fontes de energia limpas - APESC | Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina
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COP 26 propõe acelerar a transição energética para fontes de energia limpas

A 26ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP 26, encerrada em meados de novembro, trouxe temas relevantes para o futuro das cadeias produtivas industriais, da economia e da sociedade como um todo.

Após intensas negociações, embates, prorrogação do encerramento e vários esboços, a cúpula finalizou no dia 13 de novembro o documento com as decisões da edição. O acordo firmado na COP26 propõe acelerar a transição energética para fontes de energia limpas. Sugere também que os países aumentem os esforços para reduzir o uso de combustíveis fósseis e o carvão, porém sem estabelecer prazos.

“Energia limpa é alternativa mais viável para conter crise ambiental. Sabemos que, a cada edição e cada vez mais, temas relacionados às fontes de energias limpas ganham força e o compromisso firmado entre os países é importante para dar visibilidade ao tema”, destacou o presidente da Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), Gerson Berti.

Os esboços iniciais sugeriram a eliminação do carvão e combustíveis fósseis, porém após objeções de países como Índia e Irã, a proposta se tornou de apenas “redução gradativa” da utilização desses recursos, apontando explicitamente para o carvão, que é o maior contribuinte individual para as mudanças climáticas.

A inovação em energia limpa está em evidência na agenda da Convenção do Clima como nunca visto anteriormente, demonstrando uma grande mudança nas conversas sobre o clima desde o último encontro em 2015.

Mudanças necessárias - Apesar do comprometimento dos países com U$S 100 bilhões por ano até 2025 para financiar medidas que evitem o aumento da temperatura, parece haver disparidade nas responsabilidades, já que nações ricas cobram resultados, sem entregar o financiamento prometido às regiões que mais sofrem mudanças climáticas.

“O prazo é relativamente curto, sobretudo enquanto ainda estamos vivenciando uma pandemia global. Contudo, é necessário firmar compromissos para que, no próximo encontro, que será realizado no Egito no ano que vem, possamos ter uma análise do quanto avançamos e do quanto ainda precisamos avançar”, sintetizou Berti.

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