Mercado livre de energia cresceu 18,2% no país - APESC | Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina
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Mercado livre de energia cresceu 18,2% no país

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em agosto, o mercado livre de energia fechou o mês com 9.580 consumidores, volume que representa um crescimento de 18,2% quando comparado ao mesmo período no ano passado. O número inclui os consumidores livres, que são aqueles que podem escolher seu fornecedor sem restrições, e os especiais, com demanda entre 500 kW e 1,5 MW e direito à aquisição de energia gerada por Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou fontes incentivadas, como eólica, solar e biomassa.

“É um crescimento expressivo em curto espaço de tempo, em julho o resultado já havia sido positivo, com alta de 11% em relação ao mesmo mês em 2020. Os valores competitivos têm atraído mais consumidores, bem como a previsibilidade orçamentária e o amplo poder na tomada de decisões”, salientou o presidente da Apesc, Gerson Berti.

Economia pode chegar a 30% - Em setembro, durante reunião conjunta das Câmaras de Assuntos de Energia e de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias (Fiesc), indústrias Eliane, de Cocal do Sul, e LinkPlas, de Joinville, relataram suas experiências de compra de energia elétrica no mercado livre que geraram economia significativa, chegando a 30%.

De acordo com o engenheiro Luís Fernando Bruno Marino, da Eliane, uma das unidades da empresa em Cocal do Sul, que usa energia comprada no mercado livre, registrou economia média de 27,1% nos últimos cinco anos, considerando os custos totais, incluindo distribuição, transporte e encargos. A empresa está no mercado livre há 17 anos.

O gestor da Linkplas, Luiz Gustavo Buzuti, disse que a companhia está há cinco anos no mercado livre e, nesse período, registrou uma economia média de 30%. "A decisão foi acertada", declarou, lembrando que, no caso da companhia, o custo da energia representa de 20% a 35% do custo de produção."Já temos energia comprada até 2028 e isso nos dá previsibilidade de orçamento", afirmou.

No encontro, o presidente da Câmara de Energia, Otmar Muller, lembrou que os custos da energia crescem, especialmente nesse momento de crise hídrica, em que o consumidor do mercado regulado tem que pagar o adicional da bandeira vermelha.

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