SCGÁS completa 28 anos de fundação - APESC | Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina

SCGÁS completa 28 anos de fundação

Percorrendo Santa Catarina com redes de gás natural ou pelo modal Gás Natural Comprimido (GNC), a SCGÁS completou 28 anos de fundação no dia 25 de fevereiro. Focando no desenvolvimento do estado e expansão da rede, hoje a companhia atende 69 cidades catarinenses e mais de 18 mil clientes diretos, entre indústrias, unidades residenciais, estabelecimentos comerciais e postos, além dos quase 113 mil veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV) emplacados no Estado.

O propósito da empresa é promover o desenvolvimento socioeconômico catarinense por meio do gás natural, que leva competitividade para o setor industrial e comercial e economia para os motoristas de aplicativos, taxistas e usuários, que têm os veículos automotivos como fonte de trabalho e renda. Além disso, nos espaços urbanos, ao atender bairros e empreendimentos, leva comodidade e segurança ao distribuir uma energia em rede, mais sustentável, contribuindo com a melhoria da mobilidade e qualidade do ar das cidades.

“Vivemos um momento de fortalecimento interno, adequação da estrutura e processos para dar conta de um plano de investimentos robusto. Com unidade, organização e propósito, podemos enfrentar os desafios referentes ao novo mercado de gás e à transformação do nosso setor. Creio que Santa Catarina continuará sendo referência para o país no gás natural”, comemora o diretor presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl.

A distribuidora foi fundada em 1994 e iniciou o fornecimento de gás ao mercado em abril de 2000, fornecendo o insumo à indústria Döhler, de Joinville. Atualmente, abastece as principais marcas catarinenses e tem 1.352 quilômetros de rede implantada. Considerando os municípios atendidos, Santa Catarina tem o segundo melhor índice nacional, com 23% das cidades abastecidas com o insumo.

Desenvolvimento regional

Para levar o insumo à novas regiões catarinenses, a distribuidora pretende chegar a 90 municípios com acesso ao gás natural até 2026. O atendimento será ampliado no mercado de varejo, especialmente em locais verticalizados de grande concentração residencial e em regiões industrializadas que possuem clientes de baixo consumo, ao tempo que os setores termointensivos já estão abastecidos.

Nos próximos cinco anos, a companhia investirá R$ 665 milhões em obras e projetos para implantar novas redes e atender novos clientes. Trata-se do maior plano de negócios da história da empresa, que também abastecerá 140 novas indústrias. Até 2026, a rede vai crescer cerca de 50% e o número de clientes diretos atendidos avançará mais de 130%.

Com isso, serão 480 indústrias abastecidas, ampliando o percentual do PIB desse setor abastecido que hoje já atinge 50%. Diversos ramos industriais, dentro da diversidade das pequenas propriedades produtivas, fruto da formação socioeconômica catarinense, contam com o gás natural. Entre os principais estão o segmento cerâmico, metalmecânico, têxtil e de vidros e cristais.

Mais de 80 licenças ambientais foram emitidas em 12 meses

Desde janeiro de 2021, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) já emitiu 81 licenças ambientais para que Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) possam funcionar no Estado. Entre Licenças Ambientais Prévias (LAPs); Licenças Ambientais de Instalação (LAIs) e Licenças Ambientais de Operação (LAOs), além de ampliações e renovações de licença, foram mais 400 MW de potência licenciadas - deste total, 234 MW são de energia nova inserida no sistema catarinense.

Considerando o consumo médio de uma residência em Santa Catarina de 240 kWh por mês, a capacidade de geração de 400 MW atende aproximadamente 1,2 milhão de consumidores residenciais no período. Para o presidente do IMA, Daniel Vinicius Netto, incentivar o funcionamento de empreendimentos geradores de energia limpa e renovável é essencial para fortalecer o abastecimento e a distribuição de energia em Santa Catarina.

“O licenciamento ambiental é conduzido de forma célere e responsável pelo IMA e permite que atividades como esta estejam em consonância com o aumento da demanda de geração de energia renovável no estado, além de contribuir com o desenvolvimento econômico e sustentável de Santa Catarina”, comenta Daniel.

Das mais de 80 licenças concedidas, 17 são Licenças Ambientais Prévias (LAP), que fazem parte da primeira parte do processo de licenciamento e dá a viabilidade do local do empreendimento; 23 são Licenças Ambientais de Instalação (LAI), que permitem o início das obras cumprindo diversas ações de meio ambiente; e outras 27 são Licenças Ambientais de Operação (LAO) – às quais permitem a entrada em operação dos empreendimentos.

Governo Federal prevê mais 2,6 GW de pequenas centrais hidrelétricas

O Ministério de Minas e Energia (MME) prevê uma expansão de 2,6 GW de energia proveniente das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) até 2030. O montante equivale a quase 1/4 da capacidade da usina de Belo Monte, no Pará. A meta significa aumentar a atual potência instalada dessa fonte em 40%.

Hoje, o país possui 6,6 GW e, se o plano do Governo se concretizar, chegará a 8,9 GW em 2030. Para ser considerada uma PCH, o empreendimento precisa ter entre 5 MW e 50 MW de potência. Segundo o MME, hoje há mais de 500 projetos homologados na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Santa Catarina é destaque nacional - Os cinco Estados mais promissores para os futuros empreendimentos são Goiás, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina. Para o presidente da Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), Gerson Berti, essa conquista é fruto dos últimos anos de trabalho da associação. “Nosso foco é em fortalecer o segmento dos produtores de energias limpas no Estado, fazendo com que Santa Catarina se torne referência nacional. Seguimos trabalhando para promover os interesses do setor, em prol do desenvolvimento econômico sustentável”, destacou.

De olho nessa geração, a comercializadora de energia Tradener tem investido em PCHs. Segundo Ricardo Aquino, diretor de novos negócios da empresa, o principal objetivo é dar maior confiabilidade aos clientes, indo além da venda de energia ao agregar empreendimentos geradores. A empresa possui duas PCHs operando, sendo uma em Santa Catarina, com 9,6 MW de potência, e outra em Goiás, com 15,8 MW.

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